Aguarde, carregando...

A crise e o Mercado Imobiliário

imagem

A crise e o Mercado Imobiliário

Diferente da última década onde o mercado imobiliário brasileiro viveu tempos áureos, com valorizações consistentes dos imóveis em todo o Brasil, uma explosão de vendas e até suspeitas de bolha imobiliária chegou a ser citado por Robert Shiller, ganhador do Nobel de Economia em 2013.

Atualmente o cenário nos mostra um comportamento oposto, com forte desaceleração em meio a uma crise político-econômica, observamos a deterioração de indicadores macroeconômicos e de crédito, segundo a agência de classificação de risco Fitch, o mercado imobiliário brasileiro enfrenta a “tempestade perfeita”.

[texto_blog-1]

Segundo a própria Fitch, o setor possui um problema de liquidez, e companhias com forte reserva de caixa terão mais facilidades para lidar com restrições de crédito e queda nas vendas.

Pesquisas apontam que no segundo trimestre de 2015 o distrato de imóveis continuem elevados, de onze companhias avaliadas pela Fitch, o cancelamento de vendas somaram 40,5% das unidades vendidas no primeiro semestre do ano, cerca de R$ 3,6 bilhões.

O problema de liquidez para companhias do setor é o grande desafio, à medida que o número de lançamentos de unidades concluídas permanece crescente, a capacidade de vender unidades distratadas se reduz, postergando desta forma a geração de caixa.

Este novo cenário está fazendo com que as companhias do setor se adequem a uma nova realidade na demanda, ajustando as ofertas, valor geral de vendas (VGV), quase pela metade de 2015 em relação a 2014.

Como reflexo disso temos os números apontados pelo FipeZap que acompanha o preço de venda de imóveis em vinte cidades brasileiras, registrou em setembro de 2015 a  segunda queda nominal seguida desde o inicio na sua série histórica em 2008. Oito das vinte cidades apresentadas tiverem recuo e apenas uma teve crescimento acima da inflação. A média do preço por metro quadrado brasileiro está em R$ 7.604 mil, segundo a FipeZap.

As fontes de financiamento imobiliário brasileiro não se prejudicam apenas pelo aumento dos juros e da inflação, as fontes de subsídios do governo, grande fomentador deste mercado no Brasil, estão esgotadas e não sustentáveis no longo prazo. Uma destas fontes é poupança que vem batendo recordes de saques em 2015, principalmente por uma mudança cultural onde as pessoas começam a entender que existem investimentos melhores, a outra fonte é o FGTS que passa por disputas politicas no congresso e o Tesouro Nacional que não tem mais condições de bancar financiamentos baratos pela crise fiscal que estamos passando. Provavelmente a participação de instituições privadas em financiamento bancário vai aumentar nos próximos anos, porém com taxas maiores que as disponibilizadas pelo governo.

06 de agosto de 2020 Geral

Encontre rapidamente o que procura -